Herdeiro da tradição libertária de quem, no início do século vinte, deixou a velha Bruxelas que já fora a Capital de Carlos Quinto "em cujo Império o sol não se punha" para vir embrenhar-se no âmago do sertão brasileiro
"a ver se resgatava
de sob a cinza
alguma adormecida brasa
fazendo reviver
a viva chama acesa"
da Therèseville, a Colônia Thereza de tantos sonhos fundada em meados do século dezenove pelo idealista francês Jean Maurice Faivre Artur Barthelmess, nascido em plena selva junto à colônia ressurrecta, não renega a antiga rebeldia e quando seduzido pelas lides literárias, acadêmicas, jornalísticas e mesmo jurídicas conserva, no dizer da Crítica, o vezo de injetar no verso, na prosa e mesmo no traço, “uma alquimia muito peculiar” que denuncia o berço.
Tempo houve para atuar na imprensa, para ensaiar carreira política, para mergulhar fundo no magistério, na pesquisa acadêmica e tecnológica, no planejamento estratégico e em quanta coisa mais, como tempo há para eventualmente inventar algo sempre novo no sítio “onde a terra tem começo e o mar tem endereço”: Largo da Figueira 10, Praia Mansa de Caiobá - PR, Brasil, CEP 83.260-000, E-mail artur@barthelmess.net.
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Lanterna na mão
Por dentro irremediavelmente lírico e canoro
por fora um lutador na arena da vida
Artur Barthelmess embarca em segredo
lanterna na mão
nos grandes e pequenos pensares do primata pensativo
e de tudo bem e fielmente presta contas
passo a passo.